A segunda data mais importante para o varejo brasileiro, o Dia das Mães, deve movimentar cerca de R$ 9,4 bilhões neste ano, de acordo com a CNC (Confederação Nacional do Comércio).

Apesar de representar um aumento de 4,3% sobre o número de 2017, o valor deste ano não será suficiente para repor a queda acumulada de vendas de 9,4% em 2015 e 2016.

Artigos para uso pessoal e doméstico serão os mais procurados para presentear as mães neste ano. A CNC prevê aumento de 12,7% nas vendas desses produtos na comparação com 2017.

Os supermercados e hipermercados também deverão sentir o efeito positivo da data, com perspectivas de alta de 7,9% no faturamento sobre 2017.

O setor de vestuário e calçados, que responde por cerca de 40% da receita total do comércio com o Dia das Mães, deve vender 4,8% mais neste ano em relação a 2017.

O setor de produtos de informática e comunicação já não deve sentir o peso da data. A previsão é de queda de 2% nas vendas na comparação com o ano passado, de acordo com a CNC.

O Dia das Mães deve dar um empurrão no e-commerce.

O comércio eletrônico deve movimentar R$ 2,16 bilhões entre os dias 28 de abril e 12 de maio.

Esse valor representa uma alta de 15% em relação ao número de 2017, de acordo com a Ebit, consultoria especializada em vendas online.

No ano passado, o Dia das Mães representou 4% do faturamento anual do e-commerce. A expectativa da Ebit é que esse percentual seja maior em 2018.

MAIS PRAZO DE PAGAMENTO

Abril já foi um mês melhor para o varejo por conta da queda da inflação e dos juros e da ampliação de prazos de financiamento.

O movimento de vendas do comércio varejista paulistano subiu 4,5% em abril, em média, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

As vendas a prazo cresceram 11,2% e, à vista, caíram 2,3%, de acordo com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Para a equipe de economistas da associação, as vendas a prazo subiram, principalmente, por conta da queda de juros, da proximidade da Copa do Mundo, que estimula a troca de televisores, e da demanda reprimida por bens mais caros.

“Produtos eletroeletrônicos, como televisores, e eletroportáteis, como liquidificadores e batedeiras, devem puxar as vendas para o Dia das Mães”, diz Emílio Alfieri, economista da ACSP.

Isto é, o Dia das Mães de 2018 não será apenas de presentinhos, como nos últimos anos.

A indústria já se preparou para atender o aumento da demanda de eletroeletrônicos.

A produção da chamada linha marrom, que inclui televisores, subiu 47,4% e, de eletroportáteis, 9,4%, no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2017, de acordo com o IBGE.

A produção de produtos da chamada linha branca, que inclui geladeiras e lavadoras de roupa, caiu 2,2%, no período.

“As lojas estão apostando em TVs mesmo neste ano, até porque, além de ser ano de Copa do Mundo, está havendo mudança do padrão dos aparelhos de analógico para digital”, diz Alfieri.

As vendas à vista estão em queda, de acordo com ele, porque, com as altas temperaturas, o consumidor ainda não começou a comprar roupas para os dias mais frios.

Nos quatro primeiros meses de 2018, o movimento de vendas do varejo paulistano cresceu 4,6%, com destaque para os itens a prazo (7,8%). As vendas à vista subiram 1,3%, no período.

Para Alfieri, o varejo deve crescer cerca de 5% neste ano. “As lojas de vestuário estão torcendo para que o frio chegue antes do Dia das Mães.”

Mas parece que a temperatura só cai mesmo a partir da segunda quinzena de maio.

 

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Escrito por Fátima Fernandes

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

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