Após fechar 92 lojas nos últimos três anos, a Zema, uma das maiores redes de móveis e eletroeletrônicos do país, com 4.819 funcionários, faz planos para voltar a crescer.

Com 431 lojas em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Bahia, a Zema prevê fechar 2018 com faturamento de R$ 1,45 bilhão, 15% maior do que o de 2017.

Nos primeiros quatro meses deste ano, a empresa, com sede em Araxá (MG), registrou crescimento de 10% na receita, na comparação com igual período do ano passado.

O faturamento deve subir acima de 10% neste ano porque a empresa deve dar atenção especial ao e-commerce a partir do segundo semestre.

“Não fizemos qualquer esforço para divulgar as vendas pela internet. Isso deve começar em julho”, afirma Walisson Veloso Gomes, diretor comercial do grupo Zema.

Isso não quer dizer que as lojas físicas serão esquecidas. A partir de 2019, a rede deve deslanchar um plano de abertura de novas lojas, até atingir 600 pontos de venda em 2023.

“A loja física não vai acabar, ela vai ter de se reinventar”, diz ele.

O tamanho médio de uma loja da Zema é de 350 metros quadrados. Há pontos com 100 metros quadrados e outros com 1.500 metros quadrados.

“Estamos em uma fase de reestruturar as lojas e a marca, além de buscar oportunidades para novos pontos, principalmente nos Estados onde já atuamos.”

O elevado desemprego no país ainda é um obstáculo para redes de lojas como a Zema. A disputa pelo cliente nunca foi tão acirrada.

Gomes conta que a empresa já voltou a crescer porque deslanchou um programa de treinamento para a área comercial, que permite mais autonomia para os gerentes das lojas.

“A Zema sempre investiu em treinamento, mas, a partir do final do ano passado, intensificou as ações em campanhas e capacitação de funcionários”, afirma.

O desafio da rede é entender e atender cada vez melhor o cliente em vez de usar a palavra crise.

A venda a prazo representa aproximadamente 60% do faturamento da empresa e parte desse financiamento é bancada por uma financeira do próprio grupo.

O prazo para o cliente financiar a compra é de 24 meses, o que tem ajudado na concretização de uma venda.

Com a proximidade da Copa do Mundo, os televisores são a bola da vez. O Dia das Mães também está puxando as vendas de eletroportáteis, de acordo com Gomes.

“A grande expectativa é com a segunda quinzena de maio e a primeira de junho. Com toda a certeza, devemos vender neste período 50% mais TVs do que em igual período do ano passado.”

O IBGE já identificou um aumento de produção de TVs em março por causa da Copa.

O segmento de equipamentos de informática e produtos eletrônicos ópticos, no qual está inserida a indústria de televisores, cresceu 4,9% em março em relação a fervereiro.

O ambiente político e econômico não tem prejudicado a empresa, de acordo com Gomes. “A tendência é que a economia só melhore, independentemente do cenário político.”

O que deve definir o sucesso de uma rede, diz ele, é a capacidade de oferecer produtos e serviços que os consumidores desejam. E isso vale para qualquer setor do varejo.

“Não consigo dizer o que será uma loja física do futuro, mas ela terá de entender e satisfazer a necessidade do cliente. Se não, ele entra na loja, sai e não volta.”

 

 

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Escrito por Fátima Fernandes

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

1 comentário

  1. […] rede Zema, uma das maiores redes de eletrônicos e móveis do país, anunciou que vai dar ênfase para o […]

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