Um boné importado pode custar até cerca de R$ 6 mil em sites internacionais de compras.

Caso do boné fabricado com pelo de coelho pela Maison Michel, de Paris, que, desde 1936, cria chapéus femininos.

Se for de couro, o boné pode custar R$ 4.100, como os modelos comercializados pela Versace.

Há ainda opções mais “econômicas”, por cerca de R$ 2.400, como os bonés xadrezes e estampados fabricados pela inglesa Burberry, uma das marcas que figura na lista das mais pirateadas no Brasil e no mundo.

Uma fiscalização da Receita Federal de São Paulo apreendeu nesta segunda-feira (dia 5) cerca de 30 mil bonés falsificados, no valor estimado de R$ 450 mil, na região da 25 de Março.

Lacoste, Oakley, Mizuno, Adidas, Nike, Colcci e Burberry são algumas das marcas encontradas na ação dos fiscais da Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita em parceria com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana de São Paulo.

Quando não se comprova a regularidade de produtos importados, como os bonés, todo o material é destruído.

Os responsáveis pela venda devem responder em liberdade pelo crime de contrabando e violação de direito autoral (pirataria).

Além do não recolher os impostos, os produtos falsificados concorrem de forma desleal com os comerciantes formalizados.

Com a crise econômica, especialistas no combate ao mercado ilegal dizem que o contrabando e a pirataria tendem a crescer e se ampliar pelo país.

Somente no ano passado o contrabando causou prejuízos de R$ 146 bilhões ao Brasil.

O Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial), órgão que atua no combate a esses crimes, tem em seu site uma lista de canais em todo o país que recebem denúncias sobre irregularidades como essas:

https://www.etco.org.br/quem-somos/com-quem-falar/

O Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade também tem em seu site um espaço para denúncias:

http://www.fncp.org.br/forum/denuncie

A pirataria prejudica o comércio legal, a arrecadação de impostos e a criação de vagas de trabalho. Denuncie.

Foto: Fiscal da Receita Federal durante apreensão de bonés na região da 25 de Março, em SP

Crédito: Divulgação/Receita Federal

 

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Escrito por Claudia Rolli

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

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