O consumidor que pretende comprar na Black Friday, evento que acontece na sexta-feira (dia 23), deve gastar 7% a mais do que desembolsou no ano passado e chegar a um gasto médio de R$ 762 neste ano.

O crescimento corresponde a dois pontos percentuais acima da inflação medida nos últimos 12 meses pelo IPCA.

Os dados constam de um estudo da GfK, uma das maiores empresas de pesquisas do mundo, e foi feito em nove capitais brasileiras com cerca de 500 consumidores de 18 e 54 anos.

Entre os que pretendem comprar, 77% planejam pesquisar em lojas online, 55% em lojas físicas, 36% em sites de buscas e 25% em alguma rede social.

Os consumidores que buscam as redes sociais informaram que vão usar o Facebook (91%), o Instagram (66%) e o Youtube (57%).

Os lojistas interessados em anunciar seus produtos e promoções nos canais digitais devem ficar atentos ao comportamento dos entrevistados.

Somente um quinto dos consumidores afirmou que vai pesquisar em sites de fabricantes, o que mostra que as pessoas ouvem, cada vez mais, terceiros para saber sobre os produtos de interesse, avalia Ricardo Moura, diretor de produto da GfK.

A intenção de comprar está maior este ano porque entre os que declararam que vão comprar algo neste ano 11% disseram não ter participado do evento em 2017, afirma o executivo,.

EXPECTATIVA

Levantamento feito pela CNDL Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), com empresários de todas as capitais, mostra também que a expectativa de vendas é positiva para este ano.

Sete em cada dez lojistas vão aderir à Black Friday e apostam na oportunidade de aumentar as vendas.

Mais da metade vai realizar promoções especiais, 32% querem investir na divulgação de sua empresa e 29% planejam ampliar o estoque.

Para atrair os consumidores, mesmo em um cenário de incertezas na economia, o desconto médio que deve ser aplicado nos produtos ou serviços durante o período do evento será de 29%.

Um terço dos empresários promete descontos que variam entre 31% e 50%, segundo dados da pesquisa da CNDL.

“Este é um bom momento para o varejo oferecer descontos atrativos e impulsionar suas vendas, aquecendo os negócios para o fim de ano”, diz José César da Costa, presidente da CNDL.

DICAS

Para incrementar ainda mais as vendas na Black Friday, o consultor Gustavo Carrer preparou uma lista com orientações de boas práticas e do que deve-se evitar.

Confira abaixo:

DE ONDE VEM?

A Black Friday é uma expressão em inglês que significa Sexta-Feira Negra – um dia especial em que as lojas fazem grandes descontos e por isso muitas pessoas aproveitam para antecipar as compras de Natal

Acontece sempre na última sexta-feira do mês de novembro, depois do dia de Ação de Graças ou Thanksgiving, em inglês.

No Brasil, a Black Friday começou como um evento exclusivamente online que passou depois para o varejo físico e hoje tem a adesão de pequenos a grandes varejistas de todos os segmentos.

 

Foto: Lojistas apostam na Black Friday e convidam consumidor a antecipar compras de Natal

Crédito: Paulo Cesar Rocha / pcrphotosampa.com.br

 

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Escrito por Claudia Rolli

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

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