Diz o ditado que o brasileiro deixa tudo para a última hora. No Natal, não poderia ser diferente.

Ao menos 9,3 milhões de pessoas pretendem realizar as compras de Natal poucos dias antes da comemoração.

A estimativa foi feita com dados levantados em todas as capitais pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).

Esse número representa 8% dos consumidores que têm a intenção de dar presentes neste fim de ano. No Natal passado, eram 9%.

E o que fazer para atrair esses consumidores para a sua loja?

Uma dica é ficar atento às razões que levam as pessoas a comprar em cima da hora:

  • 55% esperam por promoções relâmpagos que podem ajudar a economizar na aquisição de presentes
  • 22% aguardam o pagamento da segunda parcela do 13º salário
  • 14% alegam falta de tempo para procurar todos os presentes da lista
  • 14% dos entrevistados admitem falta de organização
  • 5% culpam a preguiça de fazer compras
  • 2% dos entrevistados vão adiar as compras natalinas para janeiro para aproveitar as liquidações de início de ano

Para Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, adiar as compras é uma atitude equivocada para quem pretende economizar.

Crédito: CNDL/ Divulgação

“É uma ilusão esperar que as lojas venham a oferecer grandes promoções faltando poucos dias para o Natal. As liquidações mais vantajosas costumam ocorrer após a virada do ano”, diz.

O argumento faz sentido quando se considera que quem deixa para comprar muito em cima da hora, acaba sem tempo para pesquisar preços em diferentes lojas ou encontrar opções de produtos mais baratas.

“Com as lojas cheias, os produtos mais baratos acabam mais cedo nos estoques. Há o risco de o consumidor não encontrar o presente desejado e ter que optar por algo mais caro, comprometendo o orçamento”, afirma a economista.

Crédito: CNDL/ Divulgação

“A pressa é inimiga do planejamento. O ideal é fazer uma lista de todos os presenteados e fixar um valor do quanto se pode gastar”, diz José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil.

Assim, é mais fácil evitar fazer compras impulsivas e até mesmo deixar alguém sem presente.

“Sem falar no estresse de longas filas nos caixas, aglomeração de pessoas nos centros de compras e dificuldade para encontrar vaga nos estacionamentos”, completa Vignoli.

Gasto médio

A pesquisa também mostra que 54% dos consumidores devem comprar presentes para si mesmos. Em 2017, eram 47%.

Cada entrevistado deve comprar, em média, dois presentes para si, totalizando um gasto de R$ 168,39, em média, por item.

Os presentes mais buscados devem ser: roupas (59%), calçados (35%), perfumes ou cosméticos (23%), smartphones (15%) e acessórios, como bijuterias, cintos e bolsas (12%). Eletrônicos e eletrodomésticos aparecem com 6% cada.

Na pesquisa, foram entrevistados 761 consumidores nas 27 capitais para identificar o percentual de quem pretendia ir às compras no Natal. A partir de 607 entrevistas, o levantamento traçou em detalhes o comportamento de consumo no Natal.

Foto: Consumidores ao redor do coral do Palácio Avenida, em Curitiba, uma das capitais pesquisadas confederação de lojistas

Crédito: Fotos Públicas/Daniel Castellano / SMCS

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Escrito por Claudia Rolli

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

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