As lojas de departamento são as preferidas dos brasileiros para a compra de roupas e calçados, de acordo com último estudo realizado pelo IEMI Inteligência de Mercado.

Em 2017, as lojas de departamento especializadas em vestuário, como C&A, Renner, Riachuelo e Marisa, participaram com 31,4% da receita total do varejo de roupas, de R$ 220 bilhões.

As redes de pequenas lojas e as lojas independentes abocanharam 26,6% e 27,6%, respectivamente.

E as lojas de departamento não especializadas e os hipermercados, 8,8% e 5,6%.

No final de 2017 existiam aproximadamente 149 mil pontos de lojas especializadas em roupas no país, entre grandes, médias e pequenas.

Em volume de vendas, porém, as lojas independentes superam as lojas de departamento especializadas em vestuário, com 36,5% de participação.

De acordo com o IEMI, o varejo brasileiro de vestuário movimentou 6,2 bilhões de peças e R$ 220 bilhões em 2017, com crescimento de 8% em volume e 9% em valor, em relação a 2016.

A estimativa para 2018 é a movimentação de 6,3 bilhões de peças e R$ 223 bilhões, um crescimento de 0,8% e 1,1%, respectivamente, sobre 2017.

Para Marcelo Prado, diretor do IEMI, com a redução da inflação e dos juros, a melhora no emprego e na renda e a expansão do crédito, o varejo de vestuário deverá crescer 2,6% em volume e 4,2% em valor (nominal) em 2019.

De todas as linhas de produto, a linha casual foi a que obteve o melhor resultado: alta de 10,3% em volume de peças e de 11,8% em valor em 2017 sobre 2016.

Em 2017, a linha casual foi a mais representativa do setor, com participação de 45,2% em peças e 52,9% em valor comercializado.

A linha de moda íntima/dormir, com participação de 13,8% no total de peças vendidas em 2017, já registrou alta de 9,3% em peças e de 8,6% em valor, em relação a 2016.

O varejo de roupas depende de emprego, renda e também crédito para crescer.

A expectativa é de melhora nesses três indicadores neste ano, mas, de acordo com especialistas do setor, isso não será capaz de fazer o consumo de roupas subir além de 2% a 3% em 2019.

Conhecer bem o cliente, ser criativo para oferecer experiências de compra e diversificar os canais de vendas podem ajudar o lojista a crescer mais do que os concorrentes.

 

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Escrito por Fátima Fernandes

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

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