É fato que entender e falar inglês são exigências cada vez maiores nas profissões e mesmo no dia-a-dia, especialmente para quem interage com o mundo virtual no Brasil ou fora.

As palavras diet e light, por exemplo, fazem parte do linguajar do brasileiro, ao se referir a produtos que causam menos mal à saúde.

Internet, site, top model, cheeseburguer, milk-shake. Quem nunca ouviu falar essas palavras por aqui no Brasil.

No mundo do varejo, a palavra ‘sale’ (venda, em inglês), também significa promoção, liquidação, e vive por aí nas vitrines.

Algumas lojas abusam mais de expressões em inglês.

We were born to explore (em por português, nascemos para explorar), por exemplo, está estampada na vitrine de uma loja em shopping de São Paulo.

Outra loja usa: tales of summer (em português, contos de verão).

Apesar de se destacar no ranking mundial com um país com baixo grau de educação, é provável que cada vez mais brasileiros entendam palavras e expressões em inglês.

Agora, voltando para o mundo do varejo, surge a pergunta. Será que o uso de expressões em inglês ajuda o lojista a vender mais?

Veja a análise de Gustavo Carrer, consultor de varejo, sobre este assunto.

“Há muito tempo os brasileiros adotam palavras de outras línguas, desde o galicismo como garçom, abajur ou penhoar, derivados do francês, até o mais recente anglicismo como deletar, bazuca ou o popular happy hour.

Nomes em outras línguas, em geral, remetem a produtos mais finos, sofisticados e por que não dizer premium ou gourmet.

Parece que existe um consenso no mercado de que utilizar a nomenclatura estrangeira permite às empresas cobrar preços mais caros.

Por exemplo, pode se cobrar mais por um filet au poivre do que por um filé com molho de pimenta.

Mas para tudo existe limite.

Recentemente, visitando um shopping, percebi que parte das lojas estava utilizando termos em inglês para comunicar promoções ou lançamentos.

Mesmo que sale e ou off  façam parte da linguagem do varejo brasileiro há algum tempo, certamente boa parte dos consumidores desconhece o que de fato elas significam.

Ao adotar essa linguagem, os varejistas sofisticam a comunicação e abrem mão de uma parte do público que não entende e ou ignora esses ‘códigos’.

Em tempos de crise, concorrência forte e clientes mais críticos, abusar do anglicismo pode ser um tiro no pé.

Na tentativa de se diferenciar, as lojas podem estar se distanciando do consumidor.

Se quer engajamento do cliente com a sua marca, fale a língua dele, simples assim!”

 

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Escrito por Fátima Fernandes

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

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