O objetivo é fisgar o público cada vez mais preocupado com a sustentabilidade.

A Macy’s firmou uma parceria com o marketplace de revenda thredUP, a maior loja online de roupas usadas dos Estados Unidos, na qual é possível encontrar peças de grifes de luxo, como a Gucci, com até 90% de desconto.

As roupas usadas devem ser expostas em aproximadamente 150 metros de cada uma das 40 lojas da Macy’s espalhadas pelos EUA.

Seguindo na mesma direção, empresas como  Express, American Eagle, Ann Taylor e Urban Outfitters lançaram serviços de assinatura ou locação de roupas.

Um negócio que defende a sustentabilidade também está ganhando força nos EUA.

A plataforma de consignação de luxo The Real Real, fundada por Julie Wainwright, em 2011, exibe receita superior a US$ 70 milhões.

The RealReal, de acordo com a empresa, possui milhões de compradores e expedidores, três lojas de varejo em Nova York e Los Angeles e nove escritórios de consignação de luxo no país.

Na plataforma, é possível encontrar roupas feminina, masculina e infantil, além de joias finas, relógios e peças de arte e decoração.

O mercado de roupas de segunda mão é grande e crescente nos EUA.

Atualmente, está avaliado em US$ 24 bilhões e projetado para dobrar de tamanho, atingindo US$ 51 bilhões em cinco anos.

Cerca de 56 milhões de mulheres compraram produtos de segunda mão no ano passado nos EUA, 12 milhões de novos compradores a mais do que em 2017 (44 milhões de pessoas).

E 51% desses compradores planejam gastar mais com peças de segunda mão nos próximos cinco anos, de acordo com informações da thredUP.

NO BRASIL

Não está nos planos de uma das maiores redes de lojas do país, a Riachuelo, a venda de peças usadas.

Oswaldo Nunes, presidente da rede, diz que acredita que as empresas serão cada vez mais digitais e preocupadas com a sustentabilidade em seus negócios.

“É uma forma de contribuir para a natureza, para um mundo melhor, buscando não só respeitar a diversidade, a inclusão, tratando todos igualmente, mas também buscando reduzir o impacto de sua atividade no meio ambiente.”

 

Escrito por Fátima Fernandes

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

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