Em agosto do ano passado, a Erva Doce, uma das lojas mais antigas do shopping Pátio Higienópolis, fechou as portas, após 16 anos no mesmo endereço.

Para entrar ali, Maurício Cestari, franqueado da marca, pagou cerca de R$ 200 mil pelo ponto comercial, algo perto de R$ 470 mil em valores atualizados pela inflação oficial (IPCA).

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus levou Cestari a entregar o ponto para a administração do shopping, sem receber um centavo por ele.

 “Na época, havia 40 lojas fechadas no Higienópolis e nenhum interessado no ponto. Se não houvesse a pandemia, aquele ponto valeria entre R$ 700 mil e R$ 800 mil”, diz ele.

No shopping Eldorado, Gustavo Rocha, proprietário do Rizzo Italian Grill, tenta passar o ponto pelo qual desembolsou R$ 320 mil em 2018.

“Estou tentando sair e vender o espaço por R$ 500 mil, mas não tem comprador. Um ponto em shopping não vale mais nada hoje”, afirma Rocha.

Os exemplos acima refletem a situação de boa parte dos lojistas instalados em shoppings em São Paulo. O investimento de milhões de reais em pontos acabou virando pó com a pandemia.

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Escrito por Fátima Fernandes

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

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