Se já estava ruim, a relação entre lojistas e administradoras de shoppings piorou ainda mais com as novas medidas do governo que fecharam todo o comércio no Estado de São Paulo.

Uma enxurrada de ações está sendo levada à Justiça por lojistas. O objetivo é reduzir as dívidas com os donos dos centros comerciais, que se arrastam desde o ano passado.

O endividamento dos comerciantes chegou a tal ponto que os impede até de encerrar as suas atividades.

“Se eu tivesse condições, fecharia hoje as quatro lojas que tenho em shoppings. Não faço isso porque não consigo quitar as dívidas”, afirma Rodrigo Sillos Gomes, sócio da Quadros e Cia.

De 2017 a 2019, Sillos Gomes estava animado com o seu negócio, período em que pulou de uma para cinco lojas em shoppings na região metropolitana de São Paulo.

O plano era continuar crescendo. “Com a pandemia, mudou tudo. Todo o capital financeiro que tinha acabou, assim como os recursos obtidos por meio de empréstimos”, diz ele.

O lojista acaba de entrar com uma ação na Justiça para a troca do índice IGPM pelo IPCA no contrato de locação feito com o shopping Grand Plaza, onde fechou uma loja.

“Em um ano difícil, quando o faturamento caiu pela metade, como pagar um aluguel 25% maior do que o de antes da pandemia. Não faz sentido”, afirma Sillos Gomes.

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Escrito por Fátima Fernandes

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

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