Uma das mais tradicionais redes de São Paulo, a Armarinhos Fernando, tenta driblar a pressão sobre os custos para manter a alma do negócio: ter preços menores do que os da concorrência.

Na comparação com o período pré-pandemia, os aumentos de preços dos fornecedores chegam a 25%, de acordo com Ondamar Ferreira, gerente da loja da Rua 25 de Março.

Os maiores reajustes estão ocorrendo nas linhas de importados, pressionados com a falta de contêineres no mundo e a consequente elevação de preços.

“A pressão tem sido grande, mas mantemos a nossa política de preços de 10% a 12% menores, negociando com fornecedores e tentando não repassar os altas para os clientes.”

Com 15 lojas em São Paulo e região do ABC e uma em Sorocaba, a rede prevê faturar neste ano o mesmo que em 2019, o que não é motivo para comemoração.

“Empatar com 2019 não é um bom negócio, pois tivemos uma alta de inflação durante todo este período de pandemia”, afirma.

Com a pandemia, de acordo com Ferreira, o consumidor está mais cauteloso com os gastos e preferindo o parcelamento em até três vezes no cartão na hora de fechar uma compra.

A loja da Rua 25 de Março, que tinha um fluxo diário de cerca de 6 mil pessoas, hoje recebe a visita de cerca de 4 mil clientes.

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Escrito por Fátima Fernandes

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

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