Quase dois anos de pandemia, faturamento em queda e custos em alta. Para manter o negócio, não teve outro jeito, os lojistas brasileiros correram aos bancos atrás de dinheiro.

Em setembro deste ano, o estoque de recursos de instituições financeiras destinado ao comércio era de R$ 430,5 bilhões, de acordo com dados do BC (Banco Central).

Este valor é 23,7% maior do que o do mesmo mês de 2020 (R$ 348 bilhões) e 58% maior do que o de setembro de 2019 (R$ 272 bilhões).

O saldo de operações de crédito somente para os lojistas do setor de bens duráveis, que incluem móveis, eletrodomésticos e roupas era de R$ 29 bilhões em setembro deste ano.

No mesmo mês do ano passado, este valor era de R$ 22 bilhões e, em setembro de 2019, de R$ 18 bilhões.

No caso do comércio de bens não-duráveis, que incluem alimentos, medicamentos e combustíveis, o volume de crédito para os lojistas era de R$ 144,9 bilhões.

Neste setor, o salto na busca por financiamento foi ainda maior, alta de 24% sobre setembro de 2020 (R$ 116,7 bilhões) e de 68,7% sobre igual mês de 2019 (R$ 85,9 bilhões).

“Os números revelam o que já se previa: os lojistas estão mais endividados”, diz Fábio Bentes, economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio), que fez o levantamento dos dados.

E tudo indica, diz ele, que a corrida por financiamento se deu simplesmente para tocar o negócio, e não para realizar investimentos, expansões.

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Escrito por Fátima Fernandes

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

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