O desarranjo nas cadeias de produção, decorrente da pandemia do novo coronavírus, está atingindo em cheio butiques bem na hora de lançar a coleção de inverno.

Confecções e lojas não conseguem adquirir e ou produzir volumes suficientes para atender a demanda da clientela que, aos poucos, volta a circular por ruas e shoppings de São Paulo.

“Há atrasos nas entregas porque a produção diminuiu e porque a preferência é por lojas que adquirem grandes volumes”, afirma Jacqueline Klein, sócia-proprietária da The House.

Butique localizada em Higienópolis, a The House costuma comprar peças prontas de lojas do Bom Retiro, para colocar a sua marca, e de grifes convidadas a expor modelos em consignação.

“Neste momento, falta produto para o pequeno lojista e, quando tem, os preços estão altíssimos. Não consigo vender um vestido que custava R$ 300 por R$ 700”, diz.

Algumas oficinas, de acordo com ela, só aceitam encomendas de cem peças por modelo. Só que uma loja pequena, como a dela, não consegue dar vazão a grandes volumes.

“A produção e a importação foram interrompidas por uns cinco, seis meses. Como as confecções importam muito fio, houve um desequilíbrio nas entregas, com reflexo em toda a cadeia”, diz Aldo Macri, vice-presidente do Sindilojas, sindicato dos lojistas de São Paulo.

A queixa de Jacqueline é a mesma de muitos pequenos lojistas espalhados pela capital paulista, especialmente de moda feminina e roupas infantis.

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Escrito por Fátima Fernandes

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

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