Combinar esporte e lazer. Durante décadas, esta foi a essência de marcas gigantes internacionais que disputam o mercado de roupas esportivas ou de sportwear.

Depois de uma pandemia que mudou comportamento e hábitos do consumidor, o vestuário mais restrito à prática de esporte invadiu as ruas, atraindo a atenção das mais diversas marcas.

A chamada moda do conforto ou athleisure, termo em inglês para a combinação de athletic (atleta) e leisure (lazer), está em plena expansão no Brasil.

“Há uma crise no mundo da moda, mas tem um nicho que está rindo à toa, o athleisure”, diz Marcos Hirai, sócio fundador do NDEV (Núcleo de Desenvolvimento de Expansões Varejistas).

Quem diria que uma executiva poderia sair da academia, ir diretamente para o supermercado, para a escola dos filhos e para um encontro com clientes, somente acrescentando um blazer?

HOPE

Sandra Chayo, diretora de marketing e estilo da Hope, rede com 256 lojas, é exatamente o perfil de quem busca conforto e praticidade na hora de se vestir para eventos variados.

Não por acaso, a Hope, conhecida pela linha de moda íntima, decidiu expandir o seu negócio para a moda praia, em 2013, e para a moda fitness, em 2017, com a Hope Resort.

Das 256 lojas, pouco mais de 200 são de lingeries, 20, da Resort e outras 20, localizadas em cidades com menos de 200 mil habitantes, comercializam as linhas íntima, praia e fitness.

Sandra diz que há espaço hoje para umas 150 lojas da Hope Resort e umas 300 unidades com os dois modelos. “Nosso projeto é chegar a 700 lojas até 2025”, afirma.

Nos últimos anos, diz ela, as vendas de peças da moda fitness cresceram cerca de 30%, em média. Na fase mais crítica da pandemia, os números chegaram a dobrar.

“A tendência da moda hoje é conforto. Ninguém mais tolera peças que incomodam. Além disso, alguns tecidos possuem tecnologia voltada para a sustentabilidade, são biodegradáveis.”

Peças com proteção para bloquear raios UV, tanto na moda praia como na fitness, são cada vez mais procuradas, de acordo com ela, assim como as que ajudam no tratamento de celulite.

“Roupas confortáveis, de fato, ganharam relevância e levou grandes marcas esportivas, como Nike, Adidas, Fila, mais focadas em uniformes, e outras diversas a disputarem este mercado”, diz Marcelo Prado, sócio-diretor do IEMI – Inteligência de Mercado.

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Escrito por Fátima Fernandes

Jornalista especializada em economia, negócios e varejo

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