Se tem um conceito conhecido dos lojistas que deve ser tendência em 2023 é o de proximidade com o cliente e, no caso, por meio das chamadas lojas de vizinhança.
E essa concepção, enfatizada na NRF (National Retail Federation), a maior feira de varejo do mundo, que acaba de ocorrer em Nova York, vale para todos os setores do comércio.
A análise é do arquiteto Júlio Takano, fundador e CEO da KT Retailing Arquitetura de Negócios. “As lojas tendem a ser menores, com execução mais barata, e mais rentáveis.”
Uma loja de 8 mil metros quadrados, de acordo com ele, pode ter uma rentabilidade menor, por metro quadrado, do que uma de 30 metros quadrados, por exemplo.
Só que a loja de vizinhança a que Takano se refere, não é aquela que está apenas fincada no meio de um bairro. É a que conhece, entende e está integrada com a cultura de uma região.
NOVA YORK
Um dos exemplos citados pelo arquiteto é o que se vê hoje no comércio no bairro de Williamsburg, em Nova York, recém visitado por ele e por um grupo de lojistas brasileiros.
Com preços mais baratos do que os de Manhattan, tradicionais redes estão indo para a região para atender os consumidores que buscam áreas mais tranquilas e baratas para viver.
“Há uma mudança de cultura no mundo do varejo, que cria oportunidades de pensar localmente. Lojas de 25 metros quadrados até 2 mil metros quadrados em todos os setores.”